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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Segundo dados do IBGE de 2008

Texto escrito por André Ferreira do Livronauta
Segundo dados do IBGE de 2008, o brasileiro lê em média 1,8 livros por ano (contra 4 na Colômbia e 15 na Suécia). São dois os fatores que contribuem para essa baixa taxa de leitura anual: o desinteresse cultural e o alto preço dos livros vendidos nas livrarias. Para aqueles que apreciam uma boa leitura, existe uma alternativa boa e barata: os sebos.
Os sebos são livrarias que vendem livros usados com preços mais baixos em relação as livrarias tradicionais. Ao contrário do que muitos pensam, pelo fato do livro já ter sido manuseado, podemos encontrar obras em boa qualidade e em ótimo estado de conservação. Diferentemente das livrarias tradicionais – que normalmente priorizam os best-sellers e lançamentos – os sebos possuem uma grande variedade de títulos, podendo encontrar diversas obras fora de publicação.
Como e quando surgiram as primeiras livrarias e sebos ?
As primeiras livrarias surgiram em meados do século XVI na Europa após o aperfeiçoamento da prensa móvel, onde o processo de cópia dos livros passou a ser mecânico e não mais manual, consequentemente aumentando o número de livros produzidos. Na França, por exemplo, os pioneiros foram os boquinistas, que até hoje vendem seus livros às margens do Rio Sena em Paris.
No Brasil, as livrarias demoraram a aparecer, somente por volta da metade do século XIX, quando
as primeiras máquinas de impressão chegaram no país.
O aumento do número de livros circulando pelas cidades fez com que o comércio literário se tornasse uma necessidade para a população. Os colecionadores e curiosos apaixonados pelos livros que saíam à procura de antiguidades e raridades, acabaram incentivando um outro tipo de comércio ainda inexistente, o comércio de livros usados, conhecidos na época por alfarrábios na Europa. No Brasil, as lojas de livros usados são popularmente conhecidas por “sebo”.
O termo “alfarrábio” deriva do nome Al-Farabi, filósofo muçulmano que viveu entre 870 e 950 d.C. Por sua imensa biblioteca de textos antigos e com a reputação de grande leitor, Al-Farabi teve seu nome alterado e incorporado na língua portuguesa para denominar “livro usado”. Acredita-se que o termo “sebo” derive de quando ainda não existia energia elétrica e a leitura era realizada sob a luz de velas que respingavam vestígios de gordura nos livros.

Você é um escritor de gaveta? Então, leia esse texto.

Texto escrito por Camila Kehl no Livros Abertos

Eram chamados, com relativa precisão, de escritores de gaveta. Com o surgimento da internet, essa denominação passou a ser questionável — aquele sujeito que preenchia folhas e folhas de um caderno com seus pensamentos e desabafos se transformou no blogueiro que usa o espaço para publicá-los. Por falta de definição melhor, entretanto, ou justamente por não haver uma de que eu goste tanto, acho digno chamar todos os que não têm livro publicado (as tentativas não contam), mas que ainda assim produzem compulsivamente, de escritores de gaveta.
Eu sou uma escritora de gaveta. E com orgulho. Nunca tentei publicar meus escritos porque eles não foram produzidos com essa finalidade. Mais do que isso, até: eu me sentiria incomodada se alguém os lesse (mas isso sou eu; alguns gostam de compartilhar os seus). Os arquivos de texto salvos no meu computador e toda a sorte de linhas traçadas em papéis aleatórios foram, em grande parte, concebidos como uma jornada de autoconhecimento. De vez em quando, como uma boia, as palavras me auxiliam em momentos difíceis e não permitem que eu afunde. E aí temos a importância não só da leitura, mas da escrita.
[Claro que dá pra diferenciar a produção bem pessoal daquela iniciada com o simples propósito de, se tudo der certo, virar um livro. Mas uma não anula a outra, na medida em que ambas mexem com a essência do escritor; ambas, portanto, podem ser terapêuticas e esclarecedoras.]
Desde que eu aprendi a escrever, eu escrevi. Completei alguns diários, mas hoje não consigo mais seguir essa linha organizada, já que respeitar a própria ordem dos dias é complicado. Dá para definir minha produção como caótica: pequenos contos, frases soltas, pensamentos, argumentações, ideias, poemas, explosões, desabafos, tudo solto e misturado em cadernos e mais cadernos, em arquivos salvos no computador e em algumas folhinhas que estavam à mão quando precisei delas. Não existe um critério, portanto: escrevo aquilo que dá vontade, quando posso e preciso.
A escrita é tão positiva quanto a leitura, embora seja menos estimulada e praticada. Por quê?
As pessoas costumam acreditar que, para escrever, é necessário ter algum tipo de talento ou conhecimento especial. Não é verdade — não quando se trata de colocar seus sentimentos e pensamentos em palavras. Com o exercício quase diário, e ainda em conjunto com a leitura, a escrita pode ser aprimorada; dá pra dizer, então, que essa habilidade é uma daquelas que se adquire com a prática.
A contribuição para o autoconhecimento, como já mencionei, é incontestável. Parece-me — e perdão se soar exagerada — que as pessoas têm encontrado, para seus problemas, soluções em caixinhas que vêm com uma tarja preta; dentro, a felicidade em forma de pílulas. Não que a escrita seja a solução para todos os males. Longe disso. Mas ela pode ser um bom ponto de partida para desbravar aquilo que assusta, enraivece, alegra e entristece. E uma ótima maneira de aprender a lidar com tudo isso. Reler o que fomos no passado é, ainda, um jeito delicioso de ver como mudamos. E como as coisas mudavam enquanto nós nos transformávamos.
Rainer Maria Rilke, em Cartas a um jovem poeta, pediu que o admirador e aprendiz imaginasse o que seria de sua vida sem a escrita; se não conseguisse conceber uma existência assim, então sua vocação para a poesia seria verdadeira. Eu não iria tão longe, mesmo porque não creio em uma única vocação, uma espécie de dom imutável e que pertence à essência de alguém (duvido também dessa essência). Eu diria que cada um, do seu jeito, deveria escrever. Não para mudar o mundo, mas para enxergar e perceber a si e a sua própria vida de um jeito mais bonito. O que também é, afinal, uma tentativa de mudar o próprio mundo.

Carlos Drummond e o Homem


As pessoas comuns perguntam o que o homem terá dito. Você pergunta o que Drummond terá respondido.
A foto foi rememorada no meme do Trotta. Alguém sabe o autor dela?
Curioso. Meu primeiro impulso foi colocar o título do post como Drummond e o bêbado. Mas caí em mim: nada garantia que ele de fato estivesse embriagado a não ser o meu pré-julgamento.
Então, Drummond e o mendigo. Mas, da mesma forma, nada garante em absoluto que ele seja um mendigo.
E, aos poucos, todos os outros atributos possíveis que eu daria ao homem foram caindo e restou este: o de homem. Que também não é definitivo.
No próximo exercício, vá para o espelho e faça os seus próprios atributos despencarem um por um.
Até que o homem seja a estátua e Drummond seja o poeta em carne e osso.
E até que aquelas pessoas, lá atrás na foto, dentro da água (e que você só notou agora), tenham deixado a imagem, adentrando ainda mais na profundidade do mar.

Essa promete: Enquanto lê, que tal ouvir trilhas sonoras?

Texto de Darlinton Carvalho publicado originalmente no TechTudo
Com o avanço dos tablets e smartphones entre os consumidores, as vendas de e-books têm disparado nos últimos anos – e, com isso, as editoras têm buscado novas formas de melhorar as edições digitais de seus livros. Por isso uma startup em Nova York chamada Booktrack está planejando lançar e-books com trilhas sonoras devem interagir com você ao longo da leitura, uma tecnologia experimental que seus fundadores esperam mudar a forma como muitos romances são lidos.


Booktrack (Foto: Reprodução)
Segundo o executivo chefe da empresa, Paul Cameron, uma maneira nova e atraente para ler realmente melhora a imaginação e mantém o leitor mais tempo na história. “Isso faz com que seja divertido ler novamente. Se você não está lendo o tempo todo, ele pode ajudá-lo a redescobrir a leitura”, afirma.
O primeiro livro com uma trilha sonora lançado pela empresa é “The Power of Six”, um romance para jovens adultos publicado pela HarperCollins, que em breve será seguido por “As Aventuras de Huckleberry Finn”, “Jane Eyre”, “Romeu e Julieta” e “Os Três mosqueteiros”.
A ideia de associar livro com música não é nova. No passado, alguns autores sugeriram playlists para ouvir durante a leitura de seus livros. Mas os fundadores Booktrack dizem que seu produto é um avanço porque ele coloca a música no ritmo da sua leitura, e pode ser pausado ou ajustado com um toque da tela.
Segundo os editores, ler a edição Booktrack de “The Power of Six” em um iPad é muito parecido com a leitura do e-book padrão, com a adição de um pequeno indicador de rolagem na página, linha por linha. O usuário definirá a velocidade de leitura.
Para um romance típico a maior parte da música é instrumental ou de ruídos do ambiente. Mas, durante passagens mais animadas, o leitor pode ouvir passos, um gongo, um fogo crepitar ou o tic-tac de um relógio de pêndulo.
A disponibilidade de varejo de edições Booktrack é limitada, pelo menos por agora. Eles podem ser adquiridos através AppStore da Apple – para ser lido em um iPad ou iPhone – mas de acordo com Cameron as próximas edições serão compatíveis com dispositivos Android.
Os livros devem ter um preço um pouco acima de um simples e-book. A edição de livros eletrônicos padrão de “The Power of Six” custa US$9,99, e a versão Booktrack será de R$12,99. Pouca diferença no preço, mas muita na diversão. Ao menos nos filmes a trilha pode ser um espetáculo a mais na emoção e no envolvimento com a trama. Nos livros não deve ser diferente.

sábado, 8 de outubro de 2011

NORMOSE

Lendo uma entrevista do professor Hermógenes, 86 anos, considerado o fundador da ioga no Brasil, ouvi uma palavra inventada por ele que me pareceu muito procedente: ele disse que o ser humano está sofrendo de normose, a doença de ser normal. Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar. O sujeito "normal" é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Quem não se "normaliza" acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento. A pergunta a ser feita é: quem espera o que de nós? Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas?

Eles não existem. Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha "presença" através de modelos de comportamento amplamente divulgados. Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, seja lá quem for todos. Melhor se preocupar em ser você mesmo.

A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa. Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar?

Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias. Um pouco de auto-estima basta. Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu "normal" e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original. Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.

Eu não sou filiada, seguidora, fiel, ou discípula de nenhuma religião ou crença, mas simpatizo cada vez mais com quem nos ajuda a remover obstáculos mentais e emocionais, e a viver de forma mais íntegra, simples e sincera. Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes.

Martha Medeiros

sábado, 1 de outubro de 2011

Seu dia tá chato? Que tal:

A Marca do Amor

Um menino tinha uma cicatriz no rosto, as pessoas de seu colégio não falavam com ele nem sentavam ao seu lado, na realidade quando os colegas do seu colégio o viam franziam a testa devido a cicatriz ser muito feia.

Então a turma se reuniu com o professor e foi sugerindo que aquele menino da cicatriz não freqüentasse mais o colégio, o professor levou o caso à diretoria do colégio.

A diretoria ouviu e chegou à seguinte conclusão:

Que não poderia tirar o menino do colégio, e que conversaria com o menino e ele seria o ultimo a entrar em sala de aula, e o primeiro a sair, desta forma nenhum aluno via o rosto do menino, a não ser que olhassem para trás.

O professor achou magnífica a ideia da diretoria, sabia que os alunos não olhariam mais para trás.

Lavado ao conhecimento do menino da decisão ele prontamente aceitou a decisão do colégio, com uma condição:

Que ele compareceria na frente dos alunos em sala de aula, para dizer o por que daquela CICATRIZ.

A turma concordou, e no dia o menino entrou em sala dirigiu-se a frente da sala de aula e começou a relatar:

- Sabe turma eu entendo vocês, na realidade esta cicatriz é muito feia, mas foi assim que eu a adquiri:

- Minha mãe era muito pobre e para ajudar na alimentação de casa minha mãe passava roupa para fora, eu tinha por volta de 7 a 8 anos de idade...

A turma estava em silencio atenta a tudo:

O menino continuou: além de mim, haviam mais três irmãozinhos, um de 4 anos, outro de 2 anos e uma irmãzinha com apenas uns dias de vida.

Silêncio total em sala.

- Foi que não sei como, a nossa casa que era muito simples, feita de madeira começou a pegar fogo, minha mãe correu até o quarto em que estávamos pegou meu irmãozinho de 2 anos no colo, eu e meu outro irmão pelas mãos e nos levou para fora, havia muita fumaça, as paredes que eram de madeira, pegavam fogo e estava muito quente...

Minha mãe colocou-me sentado no chão do lado de fora e disse-me para ficar com eles até ela voltar, pois minha mãe tinha que voltar para pegar minha irmãzinha que continuava lá dentro da casa em chamas.

Só que quando a minha mãe entrou na casa em chamas as pessoas que estavam ali, não deixaram minha mãe buscar minha irmãzinha, eu via minha mãe gritar:

- “Minha filhinha está lá dentro!”.
Vi no rosto de minha mãe o desespero, o horror e ela gritava, mas aquelas pessoas não deixaram minha mãe buscar minha irmãzinha...

Foi ai que decidi.
Peguei meu irmão de 2 anos que estava no meu colo e o coloquei no colo do meu irmãozinho de 4 anos e disse-lhe que não saísse dali até eu voltar.

Sai de entre as pessoas, sem ser notado e quando perceberam eu já tinha entrado na casa. Havia muita fumaça, estava muito quente, mas eu tinha que pegar minha irmãzinha. Eu sabia o quarto em que ela estava.

Quando cheguei lá ela estava enrolada em um lençol e chorava muito...
Neste momento vi caindo alguma coisa, então me joguei em cima dela para protegê-la, e aquela coisa quente encostou-se em meu rosto...

A turma estava quieta atenta ao menino e envergonhada então o menino continuou:
Vocês podem achar esta CICATRIZ feia, mas tem alguém lá em casa que acha linda e todo dia quando chego em casa, ela, a minha irmãzinha me beija porque sabe que é marca de AMOR.

Vários alunos choravam, sem saberem o que dizerem ou fazerem, mas o menino foi para o fundo da classe e imovelmente sentou-se.

Para você que leu esta história, queria dizer que o mundo esta cheio de CICATRIZ.

Não falo da CICATRIZ visível, mas das cicatrizes que não se vêem, estamos sempre prontos a abrir cicatrizes nas pessoas, seja com palavras ou nossas ações.

Há aproximadamente 2000 anos JESUS CRISTO, adquiriu algumas CICATRIZES em suas mãos, seus pés e sua cabeça.

Essas cicatrizes eram nossas, mas Ele pulou em cima da gente, protegeu-nos e ficou com todas as nossas CICATRIZES.

Essas também são marcas de AMOR.

Jesus te ama, não por quem você é, mas sim pelo que você é, e para Jesus você é a pessoa mais importante deste mundo.

Nunca se esqueça disso!

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