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domingo, 10 de fevereiro de 2013

TRAMPOLIM


Que a cada espinho, eu me torne flor.
Que a cada angustia, eu me torne amor.
Que a cada agressão, eu seja paz.
Que a cada pulo desconcertante, eu me torne mais ereto.
Que a cada palavra áspera, eu seja suavidade.
Que a cada enfermo, eu me torne o remédio curável.
Que a cada escuridão, eu seja luz.
Que a cada desordem, eu me torne mudança.
Que a cada decepção, eu seja esperança.
Que a cada sonho lindo, eu me torne lembrança.
Que a cada tempestade, eu seja bonança.
Que a cada gesto triste, eu me torne harmonia.
Que a cada entardecer, eu seja manhã.
Que a cada triste canção, eu me torne suave melodia.
Que a cada sonho ilusório, eu seja real fantasia.
Que a cada caminho incerto, eu me torne guia.
Que a cada inimizade, eu seja afeição.
Que a cada chamamento, eu me torne contemplação.
Que a cada espinho e a cada destroço, eu seja construção.
Pois, só assim, me sentirei mais humano e feliz.
Estarei enxertando a semente da salvação.
Que eu continue...
Um sonho, uma ilusão.
Que eu continue...
O trampolim da salvação.

Donizete Alves

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